O que devo fazer para criar uma rotina?

20 10 2010
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Um hábito não é algo permanente na vida das pessoas. É pena que muitos de nós acreditemos que hábitos não podem ser mudados e preferem usar a desculpa do tipo “ah, eu sou assim mesmo!”

Se a sua mesa de trabalho é bagunçada, não é porque você é bagunçado, desorganizado. Você só necessita criar uma rotina para que ela não fique assim. O problema é que passamos a dizer para a nossa mente “como sou desorganizado” e “nossa, não tenho como organizar esse monte de papel”, ou ainda “jamais vou conseguir ser organizado”. Rapidamente, o que é apenas um hábito seu, começa a ser percebido como um traço da sua personalidade: bagunçado, desorganizado.

Se você enxerga com pessimismo alguma novidade, notícia, não é porque você é pessimista, é apenas um hábito e não sua personalidade. Contudo, como você insiste em dizer para si mesmo “sim, sou um azarado mesmo” e “sinceramente, isso não vai dar certo”, ou ainda, “essa notícia vai acabar com meus negócios”, sua mente acredita que sua característica mais marcante – pessimismo – é você, e não somente um hábito.

Se, todas as manhãs quando acorda você diz: “lá vou eu, mais um dia de desgraça, de sofrimento. Lá vou eu para aquela empresa, aquele ninho de cobra…”, isso não é você, é apenas um hábito, porém, que pode levá-lo a um enfarte fulminante!

Do que precisamos para mudar esses hábitos?

Apenas de um pouco de rotina saudável. A rotina tem seu lado positivo. Se você quer arrumar, por exemplo, sua mesa, que vive bagunçada, basta fazer o seguinte: “todo fim de tarde, por dez minutos, vai arrumar o que puder na sua mesa”. Ao acordar, em vez de lamentar pelo dia que nasce, faça uma prece e agradeça por estar vivo. Imagino que muitos dos que estão na lista dos obituários nos jornais, se pudessem, queriam estar no seu lugar.

É só isso que preciso para mudar meus hábitos?

Sim, é somente isso! Se você persistir por mais que três ou quatro semanas, essa rotina se tornará seu novo hábito, mas, lembre-se, não irá se tornar você, mas apenas um hábito que, se você não tomar cuidado, pode retornar ao hábito ruim.

Entretanto, algumas rotinas devem ser evitadas. Segundo renomados cientistas e pesquisadores, não devemos condicionar o cérebro a fazer sempre as coisas do mesmo jeito, pois ele pode “enferrujar” e deixar de aprender, inclusive, trazer problemas como a perda da memória.

Certamente, para muitas áreas da nossa vida a rotina é profícua. Sugiro que criemos boas rotinas, como a de arrumar durante alguns minutos nossas atividades diárias na empresa, as nossas visitas a clientes, organizar uma lista com as atividades do dia seguinte, das ligações a fazer, separar tarefas que podemos delegar. E, também, devemos não cair na rotina de reclamar sempre das coisas, não aceitar ideias, ficar desmotivado diante das dificuldades.

Tenho certeza que mais de noventa por cento de tudo que é tentado ensinar às pessoas elas já sabem. A diferença é que, ou elas não aplicam nada do que sabem, ou esquecem rapidamente. Não parece que acontece isso com você? Cuidado, isso pode virar uma rotina ruim!

Este post é uma adaptação do blog Administradores.





Como evitar um gol contra na carreira

28 09 2010
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Por mais que um profissional se dedique e seja competente, pequenos deslizes comportamentais podem levá- lo a prejudicar a si mesmo, comprometendo o crescimento profissional. “A autossabotagem é o motivo mais comum pelo qual as pessoas colocam em risco a carreira”, diz o consultor americano Mark Goulston. Por que as pessoas fazem isso? Trata-se de um problema de fundo psicológico, ligado a sentimentos como medo, insegurança e frustração, acumulados ao longo dos anos.

A pessoa acaba levando questões mal resolvidas na família e na escola para o local de trabalho, onde reproduz as situações que viveu quando era mais nova. “Os profissionais que se autossabotam não olham a realidade nua e crua. Eles reagem negativamente, com base nas referências que adquiriram na vida” diz Silvio Celestino, diretor da consultoria Enlevo, de São Paulo. Há, basicamente, dois tipos de reação que levam ao comportamento prejudicial, segundo Mark Goulston, e os dois estão ligados ao medo.

No primeiro, a pessoa reage agressivamente quando se sente ameaçada. No segundo, ela foge. Evitar gol contra na carreira não é tarefa fácil. Além de prestar atenção às suas atitudes, o ideal é pedir ajuda a alguém mais experiente. Se chegar à conclusão de que anda se autossabotando, a recomendação é buscar a ajuda de um coach ou terapeuta. Para ajudar você a identificar se este é o seu caso, listamos 26 comportamentos presentes no livro de Mark Goulston. Confira e veja quais são as dicas para se livrar deles. A bola está com você.

  • Procrastinar. Quem adia tarefas e decisões compromete o desempenho da equipe. A atitude está relacionada ao sentimento de sobrecarga de trabalho.
    • DICA: peça ajuda. Quanto maior a sobrecarga, menor tende a ser a capacidade de agir e estabelecer prioridades.
  • Ficar na defensiva. Este é um mal comum, ligado à insegurança ou à arrogância. Causa problemas de relacionamento e prejudica o andamento dos projetos.
    • DICA: avalie se você fica na defensiva. Ouça seus colegas de trabalho e peça feedback.
  • Perder tempo. Se você tem a sensação de que trabalha muito, mas no fim do dia é pouco produtivo, vale rever sua rotina. Responder e-mails prontamente, por exemplo, pode ser bom para sua imagem, mas é péssimo para a sua produtividade.
    • DICA: liste suas prioridades semanais, sempre determinando tempo para cada tarefa. Desligue o aviso de novo e-mail.
  • Achar-se indispensável. Erro fatal. Líderes assim afastam as pessoas e sofrem para se alinhar ao time.
    • DICA: faça uma lista das tarefas que competem exclusivamente a você. Delegue todo o resto e acompanhe a execução.
  • Ser mau ouvinte. Quem não sabe ouvir as pessoas ao redor perde informações importantes para o trabalho ou negócio e acaba tendo um desempenho ruim.
    • DICA: converse olhando nos olhos. Isso mostra interesse. Fique atento aos seguintes pontos: o que a pessoa quer dizer? Qual é a razão da conversa? O que ela espera de você? Confirme que a comunicação foi eficiente e todos os lados estão alinhados.
  • Inventar desculpas. Seu chefe não quer saber por que você errou, mas o que fará para sanar o problema e consertar o estrago. Inventar desculpas faz você parecer imaturo e despreparado.
    • DICA: errar não tem nada a ver com castigo e punição, mas sim com oportunidades de aprendizado. Assuma os seus fracassos o quanto antes e, de preferência, desenvolva um plano para reverter a situação.
  • Insistir em um emprego. Desperdiçar tempo em um trabalho que você detesta pode enterrar sua carreira. Isso costuma acontecer por falta de um plano B ou por medo de correr riscos.
    • DICA: determine um prazo para encontrar motivação em seu trabalho atual. Se as coisas realmente não melhorarem, comece a buscar uma nova colocação.
  • Não delegar. Além da desconfiança na capacidade dos outros, nessa atitude está em jogo o medo de que alguém faça o trabalho melhor que você.
    • DICA: mantenha pessoas em quem confie na equipe. Caso não estejam 100% preparadas, organize seu tempo para ensiná-las.
  • Ter medo de aprender coisas novas. Não sofra por antecipação. Quanto mais você se preocupar com uma mudança, mais difícil ela será.
    • DICA: lembre de situações em que aprendeu algo novo e avalie que benefícios esse conhecimento trouxe para sua carreira.
  • Ser sincero demais. Antes de dizer o que pensa, avalie se o objetivo do comentário é contribuir com a discussão.
    • DICA: se o comentário não tiver um propósito definido, fique quieto. Se for realmente importante, avalie se é o momento mais adequado.
  • Burlar as regras. Se há alguma regra com a qual você não concorda, tente negociá-la com as pessoas envolvidas.
    • DICA: se não for possível, a única saída é permanecer na linha. Mas não descumpra a lei.
  • Estar despreparado. No dia-a-dia, reserve ao menos 30 minutos antes de uma apresentação ou reunião para estruturar seus pensamentos.
    • DICA: opte pela prevenção. Crie um plano com cronograma, atividades e áreas em que precisa se preparar melhor.
  • Não saber perdoar. A mágoa leva as pessoas a se fechar ao diálogo, o que gera caos no ambiente de trabalho.
    • DICA: quando algo o decepcionar, chame as pessoas envolvidas para uma conversa assim que a situação acalmar. Diga como se sente e ouça o outro lado da história.
  • Entrar em pânico. Perder o controle da situação apenas faz com que o profissional se angustie mais. Pior, ele pode acreditar nas próprias teorias, por exemplo, de demissão, colocando tudo a perder.
    • DICA: autocontrole é o segredo. Se não conseguir desviar sua atenção do assunto e tocar a vida numa boa, procure reunir informações e pensar objetivamente sobre elas.
  • Não ter autodisciplina. Forma silenciosa de autossabotagem, que vai causando pequenos transtornos no dia-a-dia até criar grandes problemas.
    • DICA: procure estabelecer uma rotina. Conte aos outros que pretende mudar, o que fará para isso e veja se elas concordam. Tão importante quanto melhorar na prática é mudar sua fama também.
  • Desistir facilmente. É um tipo de autossabotagem ligado a assumir responsabilidades. Ele pode levar você a perder boas oportunidades de carreira.
    • DICA: seja mais resistente e, antes de desistir, certifique-se de que já não há mais nada a fazer: seja um projeto, uma negociação, seja um contrato com um cliente ou fornecedor.
  • Agradar a todos. Forçar a barra para que as pessoas gostem de você é fatal. Se suas opiniões forem discordantes, ceder para não parecer do contra vai soar artificial e afetar sua credibilidade.
    • DICA: não dá para agradar a todos. Seja fiel às suas convicções, sem deixar de considerar a opinião de terceiros.
  • Reagir mal a um “não”. Ninguém gosta de receber uma negativa, mas reagir agressivamente é gol contra na certa.
    • DICA: avalie a situação com calma, procure os aspectos positivos. Peça um tempo. Só depois expresse suas opinião.
  • Ter medo de demitir os outros. Um dos papéis do líder é motivar a equipe a trazer resultados. Nada de culpa, portanto, para demitir quem não se encaixa.
    • DICA: na hora de comunicar a demissão, procure ser claro quanto aos seus motivos. Além de ajudar o profissional desligado a se recolocar, você evitará boatos entre os que ficam.
  • Confundir um desabafo com críticas duras. Não acumule sentimentos para soltá-los todos de uma só vez.
    • DICA: quando for falar, evite palavras rudes, porque, além de magoar, podem fazer com que a pessoa ache que você está errado.
  • Ser impulsivo. Falha muito conhecida e comum de autocontrole.
    • DICA: evite reagir de imediato. Assim, terá mais tempo para estruturar seu pensamento.
  • Concentrar-se nos pontos fracos. É importante reconhecer as limitações para tentar melhorar.
    • DICA: procure também identificar os pontos fortes, para melhorar sua autoconfiança.
  • Frustrar-se. Tome cuidado para não assumir o papel de vítima.
    • DICA: avalie se não está com as expectativas altas demais. Tenha uma conversa franca com quem o frustrou.
  • Sentir-se culpado. Para liderar, às vezes é preciso tomar decisões que desagradam as pessoas. O cuidado de não se deixar corroer pela culpa diferencia os bons dos maus líderes.
    • DICA: quando se sentir culpado, questione-se sobre suas responsabilidades e a das pessoas envolvidas, se as expectativas delas em relação a você são válidas e o que o faria sentir-se melhor.
  • Ter a sensibilidade à flor da pele. Sabotagem relacionada à carência.
    • DICA: avalie as situações em que isso fica mais evidente e defina limites para não levar tudo ao extremo.
  • Não aprender com os erros. Ao admitir para você mesmo que todo mundo erra, fica mais fácil aceitar seus deslizes e tirar proveito deles.
    • DICA: se errar, pergunte-se o que faria de diferente se pudesse voltar atrás e a que sinais ficar atento para não errar novamente.

Este post é uma adaptação da Voce/SA.





GTD em 20 minutos

26 09 2010
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Este artigo é indicado para pessoas que estejam a entrar em contato com o sistema GTD pela primeira vez. Resume algumas das principais ideias chave do funcionamento de GTD, não sendo no entanto uma solução para se entender e aprender a praticar GTD.

Traduzido e adaptado do original “Book summary: 10 Big ideas from ‘Getting Things Done’ by David Allen”

1. Se o seu dia-a-dia está fora de controle, é praticamente impossível de pensar estratégicamente ou planear com eficácia.

Quando nos sentimos sobrecarregados com o quanto ainda temos que fazer (e quem não se sente?), é difícil ter um bom foco para assegurar que a nossa vida e trabalho se move na direcção que queremos. É por isso que é importante ter o controlo das nossas tarefas diárias antes de trabalhar no planeamento da grande visão da nossa vida.

GTD é uma abordagem “bottom-up” à produtividade. O objectivo é atingir uma sensação de conforto e controlo sobre o trabalho que temos agora, para que se liberte energia e espaço mental para outras coisas mais elevadas.

2. Defina o que é que “feito” significa.

A maioria das tarefas que as pessoas têm nas suas “listas de tarefas” são “pedaços amorfos de inexequibilidades” – compromissos sem uma visão clara daquilo que “feito” significa. Isto é um grande problema – o nosso cérebro está desenhado naturalmente para nos ajudar a descobrir como fazer coisas, mas apenas se soubermos com o que se parece aquilo onde queremos chegar.

Tudo aquilo em que trabalhamos deve ter um ponto de conclusão bem claro – um ponto onde sabemos que chegamos ao fim. Se não sabemos qual é esse ponto, vai ser difícil fazer qualquer progresso. Quando temos problemas em fazer progressos o primeiro passo é definir com o que se parece este ponto de conclusão.

3. O trabalho mental tem cinco fases distintas: Recolher, Processar, Organizar, Fazer e Rever.

Existem cinco fases separadas para gerir o trabalho de acordo com GTD:

Recolher é o acto de capturar todos os inputs: recursos, tarefas, ideias, etc. Conseguimos dar um melhor seguimento a todos os inputs se estiverem todos recolhidos num único recipiente (caixa de entrada).
Processar é o acto de examinar todos os inputs recolhidos e decidir qual o seu significado, objectivo e que compromisso queremos estabelecer.
Organizar significa pegar nos resultados da fase de Processar e colocá-los num sistema de confiança para que não tenhamos que nos lembrar de tudo. As tarefas vão para uma lista de tarefas, projectos para a lista de projectos, planos futuros para uma incubadora, informação de referência para uma arquivo, etc etc..
Fazer significa percorrer as tarefas que podem ser executadas no momento e completá-las.
Rever significa verificar que as listas, assim como todo o sistema está actualizado e de acordo com os nossos objectivos e compromissos. É também uma fase para rever a nossa estratégia e melhorar o sistema para obter melhores resultados.
Deve-se manter as fases deliberadamente separadas para se alcançar melhores resultados.

4. Tire tudo da cabeça.

A maioria das pessoa tenta manter tudo o que precisam de saber e fazer na cabeça, o que é um grande erro. Os nossos cérebros estão optimizados para fazer decisões rápidas, não para armazenamento. Tentar gerir demasiadas coisas na cabeça ao mesmo tempo é a principal razão pela qual ficamos stressados quando há muita coisa a acontecer – estamos a usar a ferramenta errada para esse fim.

A melhor forma de parar com este mau hábito e começar a ser mais produtivo é despender de alguns minutos a pôr em papel tudo o que está na sua mente. Pode escrever, desenhar – seja o que for que funcione para si, desde que o veja claramente assim que acabar. Assim que a informação estiver fora da cabeça, é bastante mais fácil descobrir o que fazer com ela. Bastam 10 minutos de “exteriorização de pensamentos” para nos ajudar a sentir menos stressados com a carga de trabalho.

Claro que o melhor é nunca se sentir stressado em primeiro lugar, por isso facilite a recolha do que quer que esteja a pensar a qualquer instante. Eu levo comigo uma carteiro que tem espaço para pequenos cartões de papel e uma caneta – quando tenho uma ideia, é fácil capturá-la, mesmo que naquele instante não tenha comigo a minha agenda ou portátil. Se reduzirmos os obstáculos que temos à recolha de ideias, vamos naturalmente conseguir recolher muitas mais.

5. Projectos e tarefas são duas coisas diferentes e devem ser geridos separadamente.

Um dos maiores erros que as pessoas fazem quando tentam controlar as coisas que têm para fazer, é misturar tarefas e projectos. Essa é uma forma de se sentir sobrecarregado rapidamente – a maior parte das coisas não pode ser feita com apenas uma acção.

Por exemplo, acabei de escrever um livro que me levou um ano a terminar. Se eu tivesse escrito “escrever livro” na minha lista de tarefas, ia rapidamente sentir-me sobrecarregado – o projecto é demasiado grande. Em vez de “falhar” na conclusão dessa tarefa durante um ano inteiro, é melhor tratá-la como um projecto – algo que, segundo a nomenclatura GTD, leva mais do que uma tarefa para ser terminado. Eu não posso “escrever o livro”, mas posso escreve pequenas partes dele, sempre que me sento para trabalhar.

Como projectos e tarefas são duas coisas diferentes, é melhor serem geridos separadamente. Eu levo comigo um pequeno caderno para anotar as tarefas a fazer e uma lista que me diz quais os meus projectos activos.

6. Foque-se na Próxima Acção necessária para ir em frente.

Os grandes projectos têm muitos passos e podem ser bastante complexos. A chave para lidar com esses projectos não é focar-se em tudo o que tem que ser feito – isso é a forma mais rápida de stressar!
A solução é sim focar-se apenas na próxima acção física que pode ser feita e que leva o projecto em frente. Esta acção pode ser procurar por alguma informação, fazer um telefonema, ou qualquer outra pequena tarefa. Seja o que for, a conclusão dessa tarefa irá pô-lo um passo mais próximo da conclusão do seu projecto, por isso não se preocupe com tudo o resto – foque-se apenas naquilo que pode fazer agora.

7. Use a “Regra dos 2 Minutos” para as pequenas tarefas.

Não se preocupe demasiado em controlar ou organizar as tarefas realmente pequenas – se conseguir concluir uma tarefa em menos de 2 minutos, faça-a logo! Escrever tudo para mais tarde rever acaba por gastar mais tempo do que se a fizer no mesmo instante.

Pessoalmente, eu estendi este período para 5 minutos – mantendo o mesmo princípio.

8. Utilize pastas de Referência e UmDia/Talvez para todas as coisas que não têm acção imediata.

Não faz sentido manter projectos a longo prazo ou informações de referência na lista de tarefas diária. Ter pastas (ou arquivos) de referência é uma óptima solução para guardar tudo aquilo que não tem nenhuma acção associada neste momento. Estes ficheiros podem ser físicos ou electrónicos – eu, por exemplo, guardo a minha papelada importante e documentos legais num cofre à prova de fogo, e ficheiros electrónicos e websites num ficheiro no meu computador.

As listas UmDia/Talvez são óptimas para adiar ideias que um dia podemos querer trabalhar, mas com as quais não queremos criar quaisquer compromissos agora. Eu tenho bastantes mais ideias do que a energia que tenho para as fazer a todas. Em vez de as perder, vou capturando-as numa pasta que as guarde para mais tarde, para quando tiver mais tempo e energia. Quando estiver pronto para me comprometer com um novo projecto, basta dar uma olhada à lista UmDia/Talvez e transformar uma destas ideias num projecto activo.

9. Construa um sistema de confiança que o ajude a gerir todos os seus compromissos.

A nossa mente mantêm coisas em memória se souber que as vamos perder caso ela não o faça. É por isso que construir um sistema de produtividade é importante – ajuda a nossa mente a largar detalhes desnecessários para que se possa focar com eficácia nas tarefas a desempenhar em cada instante. É por isso que a Exteriorização funciona – quando pomos algo no papel ou num local onde sabemos que iremos encontrar mais tarde, estamos a libertar recursos mentais que podem ser melhor utilizados em outras coisas.

Um sistema de produtividade eficiente consiste em:

lista de tarefas activas – próximas acção a serem completadas nos próximos dias.
lista de projectos activos – projectos a completar nas próximas semanas/meses.
calendário – compromissos futuros com data e hora específica.
lista UmDia/Talvez – ideias a explorar, mas não agora.
referência – informação ou documentos que podem ser importantes para consultas futuras.
ferramenta de recolha – algo que ajuda a capturar as ideias e próximas acções assim que surgem na mente.
10. Reserve tempo dedicado a uma Revisão Semanal

A vida muda muito rapidamente – às vezes temos tanto para fazer que se torna difícil dar um passo para trás e examinar se estamos ou não a obter os resultados que queremos e a caminhar na direcção certa. É por isso que é extremamente importante reservar e marcar tempo uma vez por semana para fazer a “Revisão Semanal”.
Aqui estão algumas coisas que se devem incluir nesta revisão:

Processar e organizar – há coisas recolhidas mas que ainda não tenham sido processadas?
Rever tarefas activas – há tarefas para acrescentar, delegar, adiar ou remover?
Rever projectos activos – há projectos para acrescentar, delegar, adiar ou remover?
Rever o calendário – há compromissos a marcar, adiar ou remover? há tarefas relacionadas com compromissos passados ou futuros que devam ser inseridas no sistema?
UmDia/Talvez – alguma coisa que queira promover para projecto activo? alguma coisa para apagar por já não fazer sentido?
Referência – alguma coisa a adicionar ou actualizar? alguma coisa que vá precisar em breve?
Não deixe de fazer a revisão semanal – é extremamente importante se quer realmente reduzir o seu nível de stress. Pessoalmente, prefiro marcar a revisão semanal para o final da semana: sexta à tarde ou sábado de manhã. É uma óptima maneira de concluir a semana, sentir-me bem com tudo o que alcancei, planear a próxima semana e preparar-me para um bom fim de semana de descanso.

Posts adaptaco do Germinar. http://www.germinar.pt/gtd-em-20min/
(via Instapaper)

Rodrigo Vital

Enviado pelo meu Ipad





O que seu aperto de mão diz sobre você?

20 07 2010
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No local de trabalho, um aperto de mão deve ser um rápido gesto que diz “Olá, estou aqui, sou motivado, assertivo e profissional”. Sim, esses poucos segundos enquanto você aperta a mão de outra pessoa e a move verticalmente deve transmitir algo sobre você como pessoa. Ridículo? Talvez, mas as pessoas percebem isso, o que significa que está sendo julgado, querendo ou não.

Um aperto de mão é algo simples, mas qualquer um que já tenha recebido um desajeitado e fraco, entende como isso faz diferença. Bem, se é bom você não vai prestar muita atenção. No entanto, se é ruim, você provavelmente percebe.

Algumas situações que você utiliza o aperto de mão.

Você conhece uma nova pessoa. Aperto de mão.

Você fecha um negócio. Aperto de mão.

Você parabeniza um funcionário, amigo ou chefe. Aperto de mão.

Tão presente no mundo corporativo, o aperto de mão é um dos elementos cruciais para formar uma primeira impressão. E até agora eu nunca tinha ouvido falar sobre uma pesquisa acerca de apertos de mão. Até agora.

Cientistas da universidade de Manchester realizaram uma pesquisa em busca do aperto de mão perfeito e encontraram uma fórmula matemática que leva em consideração 12 variáveis. As que mais se destacam ou pesam na interpretação de um aperto de mão são:

  • O vigor (ou força) do aperto de mão,
  • a temperatura das mãos e
  • contato visual.

Consequentemente os fatores que mais impactam negativamente em um aperto de mãos são:

  • Falta de contato visual,
  • mãos suadas ou úmidas,
  • mãos molengas ou frouxas,
  • força excessiva no aperto.

Geoffrey Beattie, Chefe dos pesquisadores, disse que acha incrível uma interação humana tão comum e utilizada no mundo nos negócios a milhares de anos nunca tenha tido um estudo aprofundado e dá 7 dicas para um bom aperto de mão:

1. Use a mão direita,

2. obtenha uma pegada completa e com leve firmeza,

3. mãos na temperatura ambiente (nem frias nem quentes) e secas,

4. não mais que três balanços,

5. mantenha o contato visual e um sorriso agradável,

6. tenha um discurso (leia-se cumprimento verbal) de acordo com a situação

7. o aperto de mão não deve durar mais de três segundos.

E o que você não deseja transmitir com seu aperto de mão? Veja aqui 5 dicas do que NÃO fazer:

1. Querer mostrar que é mais forte do que o outro.

2. Susto! Fazendo um aperto violento.

3. Você deve mostrar que se importa em encontrar o outro, por isso sem apertos de mão como um peixe morto.

4. Ficar grudado por toda a eternidade.

5. Faça como o outro, se por algum motivo a outra pessoas oferecer a mão esquerda, faça assim também.

Se você seguir essas dicas do que fazer e do que NÃO fazer o seu aperto de mão será seu aliado em fazer de você uma pessoa mais confiável e respeitosa.

Este post é uma adaptação do blog do Marcio Mussarela e do Grupo Foco.

Um abraço para todos.

Veja também:

Inspirando as pessoas, como líder e como empreendedor

Gerente Neanderthal

15 razões para os talentos permanecerem na sua empresa





Gerente Neanderthal

15 07 2010
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Obviamente por ética, nomes, local e momento onde esta história ocorreu serão omitidos.

Um certo gerente, de uma certa empresa, um belo dia foi visitar uma outra empresa… Lá, encontrou um líder que o deixou maravilhado: o sujeito era excelente, demonstrava capacidade, tranqüilidade e conhecimento do trabalho. – “Preciso de um cara assim lá na empresa…” – pensou ele. E tanto fez, tanto conversou, que acabou convencendo o cara a largar o emprego onde estava e o indicou como líder de produção na fábrica onde trabalhava. Seria responsável por comandar um setor importante, subordinado diretamente a ele.

Os funcionários do setor no começo olharam desconfiados, afinal quem era aquele sujeito que já chegava numa posição de líder, indicado pelo próprio gerente da produção? Aos poucos foram se acostumando, e até mesmo gostando dele! Ao contrário do gerente, ele falava pausado, pedia “com licença” e “por favor”. Até ouvia as queixas dos funcionários e levava os assuntos até o gerente, sugerindo soluções e melhorias. Era firme e exigente, mas reconhecia o esforço do pessoal. Ao invés de punir erros, procurava ajudá-los a entender o que estava mal feito e corrigir, às vezes treinava pessoalmente quem precisava.

Não demorou para que o sujeito fosse elogiado por outros gerentes e líderes, o que despertou a preocupação do gerente de produção. Afinal, ele trouxera o rapaz e agora via que estava sendo ofuscado por sua presença… Em poucos meses ele se arrependera de ter trazido o líder da outra empresa e acabou entrando em atrito com o rapaz, tomando decisões opostas às sugeridas pelo líder apenas para demonstrar força, afinal, quem mandava ali era ele!

Seus sentimentos de inveja e ciúme pelo destaque do rapaz eram tão fortes que ele um dia o destratou na frente de todos os funcionários do setor e o demitiu! Não muito tempo depois, ele próprio fora demitido também, pois a empresa percebeu que seus métodos traziam desperdício, má-qualidade e desorganização… Mas nem sempre é assim.

Quando encontramos pela frente um desses fósseis vivos, a melhor decisão é se afastar. Ele sempre se impõe usando a força e muitas vezes obtém resultados satisfatórios para a empresa, razão pela qual é tolerado e, em alguns casos, incentivado! O problema é que junto com os resultados também virá a insatisfação da equipe e o esgotamento. Os talentos existentes irão procurar outras paragens e a empresa fica estagnada, ou pior! – Retrocede ao tempo das cavernas de onde o gerente neanderthal nunca deveria ter saído para ocupar um cargo de gestão… Quem permanece com ele é geralmente o pessoal que não se dedica, não busca melhorias e detesta inovações, pois tão grande quanto sua clava, o único instrumento de gestão que ele domina, é o seu ego. E esse pessoal acaba descobrindo isso e o paparica para ganhar sua simpatia e confiança, em troca dele deixá-los à vontade para enrolar, fazer muitas horas extras e não cumprir nenhum prazo.

Planejamento, análise de processos, mudanças, normalização, indicadores e registros, para ele e seus asseclas, são coisas absurdas criadas por aquele pessoal chato da Qualidade, que não os deixam trabalhar e são os “verdadeiros” responsáveis pelos atrasos.

Olhe bem a sua volta e veja se não tem nenhum desses espécimes por perto, querendo te caçar como faria com um tigre dentes de sabre…

Este post é uma adaptação de um post do blog Qualiblog.

Um abraço para todos.

Veja também:

10 Dicas para saber se alguém está mentindo, estilo Lie to Me

Dicas para ter ideias inovadoras

Transformando Grupos em Equipes





10 Dicas para saber se alguém está mentindo, estilo Lie to Me

15 07 2010
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Dicas para ter ideias inovadoras

7 07 2010
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Um grande problema é que normalmente as pessoas acham que é só ter uma ideia e magicamente uma empresa é construída. Antes da ideia surgir, é importante estar preparado; depois da ideia, ainda existe MUITO trabalho pela frente.

Entendo que muitos de vocês já sabiam disso, mas agora vem o maior problema, Como gerar ideias para um negócio? Para esta dúvida temos algumas dicas.

  • Que tipo de atividade você faria mesmo que de graça? – É muito mais fácil ter ideias geniais relacionadas a áreas que você tem paixão. Pensar só em dinheiro não te tornará a pessoa mais criativa do mundo.
  • Ouça o maior número possível de pessoas – Uma ideia inicial é sempre imatura, ela precisa ser validada e evoluída. Conversar com pessoas reais é  a melhor forma de evoluir essa ideia.
  • Pense grande, comece pequeno e evolua rápido – É importante sair logo do lugar, comece a trabalhar ao invés de ficar anos só no planejamento.

Conclusão
Não fique esperando magicamente o dia em que terá uma ideia genial, pois muito provavelmente este dia não ira chegar quando você precisa. Mas lembre-se depois que ela surgir, saiba que isso é só o começo.

Este post é uma adaptação de um post do blog SaiadoLugar.

Um abraço para todos.

Veja também:

Transformando Grupos em Equipes

Os 8 segredos para o sucesso

Inspirando as pessoas, como líder e como empreendedor





Dicas para pedir aumento

2 06 2010
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Em algum momento da nossa carreira precisamos pedir um aumento. E nada mais justo do que pedir um aumento se você tem dado resultado, superado metas, mas seu salário está defasado. Negociar um aumento, no entanto, requer táticas próprias e estratégias bem delineadas.

Abaixo enumerei algumas dicas valiosas que podem ajudá-lo a dar o primeiro passo

  1. Liste todas as contribuições que você já fez até agora para a empresa – organize os argumentos. Avalie se é o momento certo, se a empresa vive um período de bons resultados e se a economia do país vai bem;
  2. Na hora de abordar seu chefe, fale com convicção;
  3. Detenha-se em suas realizações e no potencial que você possui para contribuir ainda mais pela empresa;
  4. Evite comparações com outros profissionais, do tipo “eles ganham mais do que eu e fazem menos “. Esse tipo de postura só prejudica sua imagem e certamente causará uma má impressão sobre sua conduta. Procure ater-se ao seu desempenho e aos desafios que está disposto a enfrentar;
  5. Jamais apele para as seguintes alegações: “Chego sempre no horário, nunca falto, cumpro com as minhas responsabilidades”. Como bem disse, você não está fazendo nada mais do que a sua obrigação de funcionário e profissional;
  6. Procure também fugir da armadilha que muitos usam para valorizar o passe, como blefar sobre uma outra proposta de emprego. Se de fato há um convite do concorrente, por exemplo, seja o mais honesto possível e avalie se vale a pena arriscar. Pense bem porque o tiro pode sair pela culatra e o seu emprego também.
  7. Agora, se de fato seu salário está defasado em relação ao mercado, procure reunir dados consistentes, de fontes confiáveis. São informações que podem ser apresentadas como parte de seus argumentos. Se você fez um MBA ou um curso de especialização, use-os como arma para sua negociação.

Lembre-se que essa é uma tarefa que não deve ser encarada como uma batalha, mas um passo para o reconhecimento do seu trabalho.

Este post foi uma adaptação de um post da HSM.

O que vocês acharam? Avaliem o post e comentem.

Um abraço para todos.





O casal perfeito : Rainha de Copas e Lorde Voldemort

2 06 2010
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Um post muito bom sobre gestão empresarial, tomada de decisão, estrutura organizacionais e tudo isso fazendo um comparativo com alguns filmes.

Esse texto foi inspirado em um post que minha amiga Adriana publicou no blog da HSM (Acesse aqui) sobre um artigo, que será publicado na edição de julho-agosto da revista HSM management, sobre um reality show inglês que ajudou o presidente de uma construtora a sair de seu “País das maravilhas”, que ela chamou de ManagementLand, e conhecer a realidade da organização.

Já escrevi em posts anteriores que o tamanho das empresas e de suas estruturas organizacionais afastaram os tomadores de decisão da realidade de quem está em contato direto com o cliente. Quanto maior a quantidade de níveis hierárquicos, mais afastada da realidade do cliente a alta administração está e, diante disso, as decisões, geralmente, têm poucos dados e pouca vivência dessa realidade e, por essa razão, mostram-se quase que totalmente desconectadas dessas realidades.

No mundo da ManagementLand, o presidente de uma empresa está cada vez mais se tornando um Líder-Rainha de copas do filme “Alice no país das maravilhas”, que está com a visão de curto alcance e que precisa confiar nos assessores mais próximos que estão apenas um nível a mais próximo da realidade dos clientes e dos funcionários, confiando a eles a coleta de informações que levam a decisões como, por exemplo, mandar cortar a cabeça de Alice que, muitas vezes, se deve a implicância de apenas uma carta do seu baralho de soldados.

Na grande maioria das empresas, a alta administração age como a Rainha de copas. Vivem em seus castelos, geralmente no último andar, em ambientes com isolamento acústico físico e organizacional. Enfim, não conseguem enxergar com os próprios olhos o que acontece em toda a empresa. Na minha opinião, esse bloqueio se deve muito ao principal motivo porque não se inova na gestão que é a luta da gerência média pela manutenção do status quo.

O monarca no trono, como a Rainha Branca do filme,normalmente não promove revoluções. A maioria  dos sistemas de gestão, no entanto, dá uma parcela desproporcional da influência sobre políticas e estratégias a um pequeno número de altos executivos. Ironicamente, esse é justamente o grupo com mais interesse no status quo e o mais inclinado a defendê-lo. É por isso que empresas novas costumam ceder espaço a empresas novas.

Para completar, na grande maioria das empresas existe um casamento virtual da Rainha de Copas com o Lorde Voldemort, aquele que não deve ser nomeado, da saga do bruxinho Harry Potter. É um verdadeiro casal perfeito, pois um não consegue ver e ouvir, enquanto que o outro deseja que ninguém fale.

Escrevi sobre esse personagem da ficção organizacional após assistir, no fórum mundial de liderança organizado pela HSM ano passado, a palestra do professor Jeffrey Pfeffer, um dos maiores especialistas em gestão de pessoas, que, entre os vários ensinamentos que compartilhou com todos, destacou a necessidade que o líder aposte na verdade para liderar uma cultura de resultados extraordinários.

Esse é o ponto em que quero fazer com o Lord Voldemort. Quem acompanha a saga sabe que ele é o vilão e o assassino dos pais de Harry. O engraçado do filme é que a maioria  dos personagens não podem mencionar o nome do vilão, sempre se referindo a ele como “aquele que não deve ser nomeado”, sendo que Harry Potter é o único que tem coragem de falar o nome do vilão.

Sabemos que as pessoas dentro das empresas tem consciência dos problemas que suas respectivas empresas enfrentam e que emperram a busca por resultados extraordinários. Ocorre que a conversa e a reflexão sobre esses problemas não são estimulados por aqueles que deveriam liderar a mudança, mesmo sabendo que ela é necessária e inevitável.

Daí surgem aquelas conversas reservadas em lugares isolados e escondidos para falar desses problemas, para falar sobre “aquilo que não deve ser nomeado”. São poucos os “Harry Potter” existentes dentro das empresas que têm coragem para falar o nome do vilão “VOLDEMORT”.

Essa situação chega a extremos com a negação dos fatos como ocorre no quinto filme da série “Harry Potter e a ordem da Fênix” em que, após o quarto filme que marca a volta do vilão, o ministro da magia nega veementemente a volta do vilão e passa a perseguir Harry Potter chamando-o de mentiroso e irresponsável, ou seja, ao invés de verificar a veracidade da mensagem, tenta culpar o mensageiro.

Voltando ao post da Adriana, para combater esse casal perfeito, Adriana cita um livro, chamado “Monday Morning Leadership”, de David Cottrell, que tenta ensinar os executivos a escapar do Managementland sem ser à paisana como no reality show citado no início do texto. Para enfrentar essa realidade, sem ser a paisana, ela encontrou dez dicas:

  1. Seja um ouvinte excepcional. Mesmo. Não adianta fazer de conta que ouve quando, mentalmente, você está é recheando sua fala com mais argumentos.
  2. Vá para a linha de frente. Não é necessário disfarce. Basta ser o presidente de uma fábrica de iogurtes que fica quatro horas no supermercado uma vez por mês, observando o que os clientes falam, ou despende o mesmo tempo no call center da empresa. O raciocínio vale para todos os escalões de liderança, até o gerente júnior, o supervisor, o líder informal.
  3. Tenha, regularmente, reuniões um-a-um, ao menos com os funcionários-chave. Não fique só ouvindo o que um terceiro lhe traz de informações sobre a atividade deles. Vá direto à fonte. Mesmo sem querer, o terceiro deturpa a informação. Isso, quando não o faz de propósito.
  4. Faça reuniões informais com as pessoas, de café da manhã, cafezinho, chá da tarde, restaurante etc.
  5. Realize pesquisas com os funcionários. Muitas. A única desculpa aceitável para não fazê-las é você saber de antemão que não fará nada a respeito dos resultados.
  6. Não seja prisioneiro em sua torre de marfim. Saia sempre do escritório. Ande por toda parte.
  7. Valha-se da tecnologia das redes sociais online – blogs, twitter, facebook, msn– ou dos e-mails e SMS de celular, que seja. Em vez de reclamar que os outros usam esses instrumentos em excesso, use-os você também, como aliados, na medida certa.
  8. Vá almoçar sempre com funcionários, tanto quanto com clientes. No restaurante da empresa ou nos arredores. (O conselho coincide em certo ponto com o item 4, mas não 100%.)
  9. Estabeleça uma cultura suficientemente informal e arejada em que as pessoas se sintam à vontade para desafiar a autoridade e para falar o que realmente pensam.
  10. Busque feedback o tempo todo e em ângulo de 360 graus. Não adianta a opinião de um ou dois gatos pingados.

As perguntas que quero deixar para reflexão são : Quantos “Voldemort” temos dentro das empresas que precisam deixar de ser “aquele que não deve ser nomeado”? Quantas Rainhas de Copas precisam sair de seus castelos e terem contato e experiência com a realidade de toda a empresa? Onde estão os “Harry Potter” dentro das nossas empresas? Até quando teremos que negar a existência dos “Voldemort” dentro de nossas empresas? Será que é preciso que um executivo, em qualquer nível da empresa, tenha que se vestir a paisana, como no reality show citado, para conhecer a realidade cotidiana dos funcionários na empresa?

Um dos desafios criados pela brigada de renegados, que citei no primeiro post sobre inovação na gestão, para que seja desconstruída a gestão e um novo modelo ganhe espaço é criar uma democracia de informações, pois cada vez mais, a geração de valor se dará na interface entre funcionários e clientes. Esse pessoal precisa de informações e autonomia para poder fazer o que é certo para o cliente sem ter de pedir permissão.  Em ambientes voláteis como os atuais, todo funcionário precisa de liberdade e de dados para agir com inteligência. Se tiver que repassar a decisão as instâncias superiores, a adaptabilidade sofre. Para tomar decisões oportunas que reflitam os interesses da empresa, o pessoal na base precisa estar entre os mais bem informados da organização.

Se quisermos alcançar resultados extraordinários temos que passar a encarar de frente os “Voldemort” presentes em nossas empresas. Afinal de contas, para resolver um problema, de qualquer natureza, o primeiro passo é reconhece-los e passar a nomea-los.

Para finalizar, a Adriana aconselha cuidado. Líder rainha-de-copas é o que não falta; é muito mais comum do que líder rainha-branca (supondo que ela seja antenada e empática). Em todo caso, fuja do Managementland. Ria com o Gato-que-Ri, corra atrás do Coelho-Sempre-Atrasado. Tome chá com o Chapeleiro Maluco. Identifique e nomei os problemas “Voldemort”existentes dentro das empresas. Não mande cortar a cabeça da Alice só porque uma carta do seu baralho de soldados implicou com ela. Abra as portas, as enormes e as minúsculas também. Humanize-se. Socialize-se.

O post foi retirado do Blog do Marcelão.

Um abraço a todos.





Melhore sua comunicação

1 06 2010
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Comunicação é um dos assuntos mais complexos e difíceis de ser trabalhado.

Para ajudar vamos colocar uma lista de tópicos para ajudarmos a você a se comunicar melhor, no momento de se comunicar oralmente em uma reunião ou apresentação.

  • Primeiro ponto para quem quer ser um bom comunicador: seja um bom ouvinte.
  • Não interrompa quando o outro está falando.
  • Coloque seu interlocutor à vontade.
  • Mostre-se interessado no que o seu interlocutor está falando.
  • Não se distraia durante a conversa.
  • Assegure-se de houve um entendimento mútuo do que foi tratado.
  • Tenha segurança ao falar. Confie em si mesmo, reforce sua auto-estima para ficar calmo e tranqüilo em qualquer situação.
  • Fale bem, com boa voz, boa dicção. Administre a velocidade da fala, faça pausas, adeque o volume ao ambiente e ao(s) interlocutor(es).
  • Seja objetivo, desenvolva as idéias com clareza, com começo, meio e fim, use exemplos para fortalecer os seus argumentos.
  • Faça gestos adequados, tome cuidado com as mãos, evitando uma excessiva gesticulação. Procure adequar a expressão facial ao seu conteúdo, tenha uma postura elegante e confiante.
  • Adeque o vocabulário e a linguagem ao tipo de pessoa com quem estiver falando para falar na mesma “língua” do interlocutor. Isso exige flexibilidade e preparo.
  • A aparência e elegância também contam pontos. Seja discreto ao vestir-se, zelando por uma impressão positiva, considerando um bom asseio corporal.
  • Conheça e utilize regras de comportamento social para situações formais. Saiba como cumprimentar e apresentar pessoas, de quem e onde se deve ou não apertar as mãos, quando entregar cartões de visitas, etc. Além disso, saiba como comportar-se à mesa, manuseando talheres, taças, o que fazer e o que é proibido.
  • Chame o interlocutor pelo nome. Aprenda e use uma técnica de memorização para se lembrar do nome e informações importantes do seu cliente. Nada há de mais precioso, no campo das relações, do que chamar a pessoa pelo seu nome, mostrando com isso, interesse e consideração.

Após ver estas dicas encontrei um teste para analisar como esta a minha comunicação, o teste está no neste link. Achei bem legal e você também pode fazer.

Quantos pontos você fez? Eu fiz  44, fui avaliado como:

Você se comunica bem. Com um pouco mais de concentração e preparo você terá o domínio dos aspectos mais importantes da comunicação. Sua preocupação em adequar a mensagem aos ouvintes permite que obtenha bons resultados com suas apresentações. Com certeza é uma pessoa agradável e sempre bem recebida nas conversas.

Coloque sua pontuação aqui, como comentário.

Estas dicas foram adequadas do post de Dicas para melhorar comunicação e do post de Comunicação Eficaz.

Um abraço.

Teste








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